Thais Padrāo

Tipos de cirurgias e o tempo para a prática esportiva

Confira abaixo os tipos de cirurgias e o tempo para a prática esportiva:

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Mamas

Devido à intima relação com o músculo peitoral maior, há limite para movimentos de maior amplitude dos braços. Bicicleta ergométrica/spinning pode ser realizada após duas semanas, desde que os braços não sejam exigidos. Qualquer exercício que utilize os braços de forma intensa, como natação, levantamento de peso, corrida, tênis e outros esportes com bola, são permitidos após 45 a 60 dias.

Lipoaspiração

Os esportes podem ser reiniciados após duas ou três semanas.

Face

Exercícios intensos, como corrida e ciclismo podem ser realizados após um mês. Esportes de contato corporal devem ser evitados por dois meses.

Pálpebras

Os esportes que não envolvem contato físico podem ser iniciados após duas semanas. Esportes de contato ou com bolas devem ser evitados no período de quatro a seis semanas.

Nariz

Atividades físicas devem ser evitadas por quatro semanas, já que o aumento de fluxo sanguíneo para a região da cabeça pode gerar sangramentos e retardar a reabsorção do inchaço. Após este período, pode-se retormr a rotina de atividades físicas gradualmente. Esportes de contato e modalidades com bola devem ser evitados por, no mínimo, dois meses.

Cirurgia das Coxas

Qualquer atividade que utilize os membros inferiores de forma vigorosa deve ser evitada durante dois meses. Esportes que utilizam somente os braços e tronco podem ser retomados após duas semanas.

Thais Padrão

Cirurgiã Plástica – Especalista da SBCP

www.drathaispadrao.com.br





ATIVIDADE FÍSICA APÓS A CIRURGIA PLÁSTICA

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Por Dra.Thais Padrão

Uma preocupação bastante comum durante o período pré-operatório é o tempo de repouso após a cirurgia plástica. Em geral, a cirurgia é realizada por motivos estéticos e, a abstinência de atividade física traz o possível ganho de peso como um contraponto.

Sabe-se que quanto maior o trauma cirúrgico, maior será o tempo de recuperação também chamado de ‘downtime’. Assim, cirurgias de grande porte, nas quais a duração excede seis horas, implicam em um período pós operatório mais restrito. Nesse momento, o famoso “já que” _ Já que vou operar a mama, faço também a lipo”, é inimigo de uma recuperação mais tranquila e que permite retorno às atividades habituais em pequeno espaço de tempo.

De acordo com a região operada, teremos maior ou menor restrição, mas é consenso que cirurgias com mais de uma hora de duração implicam em repouso relativo nos primeiros 15 dias seguintes à cirurgia. A recomendação é que se evite esforço físico na quinzena inicial sob pena de sangramento, prejuízo à cicatrização, aumento do inchaço (edema), entre outros.

Assim, quando suspenso o repouso relativo pelo seu médico, é permitido início/retorno da prática de atividade física de forma progressiva, iniciando com menor carga e intensidade que o habitual e, aumentando gradualmente. Em geral, 30 dias após a operação já é possível retorno à prática habitual salvo restrições relacionadas a cada tipo de cirurgia.

“No próximo post vamos mostrar uma lista de atividades e sua relação com o tempo de espera para a prática da atividade. ”

Cada cirurgião tem sua orientação e conduta relativas ao assunto, por isso, siga sempre as recomendações do seu médico. Na minha experiência, noto uma tendência a liberar o paciente o mais precoce possível para a prática de atividade física por acreditar nos benefícios da prática (estímulo à circulação sanguínea e linfática, liberação de mediadores responsáveis pelo prazer e bem estar, redução do inchaço etc), desde que realizados sob orientação de profissional de Educação Física. Sugiro assim, consultoria pós operatória com personal trainer com a finalidade de orientação e prescrição de exercícios que não prejudiquem o resultado da cirurgia, com restrição da prática a certos grupos musculares conforme indicação.

Mais importante é respeitar os limites individuais e seguir as orientações do seu médico. No caso de dor no local operado, deve-se suspender a atividade. Depois, é só desfrutar do seu resultado! E nunca é demais lembrar: para que seu resultado seja duradouro, mantenha hábitos de vida saudáveis. #saudepadrao

Thais Padrão

Cirurgiã Plástica – Especalista da SBCP

www.drathaispadrao.com.br





Como identificar um câncer de pele?

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Você sabia que o câncer de pele é o tipo mais comum de câncer no mundo?

Exatamente por isso para estrear minha participação no blog Vem Com Elas, estou trazendo informações importantes sobre como identificar um possível câncer de pele. Vamos a elas!!

Popularmente conhecidos como pintas, os nevos são lesões planas ou elevadas, cuja coloração pode variar da cor da pele ao negro. Podem ser congênitos (presentes desde o nascimento) ou adquiridos, e algumas vezes se apresentam com pelos.

A maioria deles é benigno mas pode ter transformação maligna!

Então quando devemos nos preocupar com uma pinta?

A orientação é que você mesma realize um auto exame de sua pele a cada 3 meses com a ajuda de um espelho e identifique qualquer alteração. Para facilitar, existe a ‘Regra do ABCD’ como a seguir:

A – assimetria: diferença de tamanho e contorno entre as duas metades do nevo

B – bordas: irregularidade de contorno das bordas do nevo

C – cor: surgimento de várias cores na mesma pinta, como preto, azul, cinza, esverdeado, vários tons de marrom

D – dimensão: suspeitar quando lesão com mais de 5 mm de diâmetro

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Outros sinais incluem descamação da lesão e sangramento, coceira.

Qualquer dessas alterações indica que você deve procurar avaliação médica, assim como o surgimento de uma nova lesão. O exame físico deve ser realizado anualmente pelo seu dermatologista.

Com 120 mil novos casos por ano no Brasil, o câncer de pele ocorre quando há crescimento descontrolado e anormal das células que compõe a pele. Os tipos mais comuns são basocelular, espinocelular e melanoma, sendo este ultimo de maior mortalidade e responsável por 5% dos casos de câncer de pele.

Durante avaliação médica, realiza-se a dermatoscopia, que consiste na avaliação com lupa, sendo indicada retirada da pinta ou acompanhamento clínico.

A exérese cirúrgica é indicada quando há suspeita. É realizada uma pequena cirurgia e biopsia com anestesia local e pode-se retirar parte da lesão ou totalmente dependendo do  tamanho e localização.

Pensando em prevenção vale seguir as recomendações a seguir:

1- evitar exposição solar excessiva, principalmente pessoas de pele clara e com muitas pintas

2- uso de filtro solar com FPS >15: deve-se aplicar 30 min antes de se expor ao sol e reaplicar a cada 2h

3- evitar o sol das 10-16h

4- usar protetor labial, óculos e chapéu quando se expuser ao sol

5- Autoexame a cada 3 meses e consulta anual com dermatologista

6- cuidado redobrado nos primeiros 20 anos de vida: cada queimadura solar nessa faixa etária dobra o risco de câncer de pele

Cuida da sua pele! Além da preocupação com o câncer de pele, a exposição também leva ao envelhecimento.

Até a próxima matéria!

Thais Padrão

Cirurgiã Plástica (membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica)

www.drathaispadrao.com.br