Leilane Lobo

O que é ásana?

asana

Por Leilane Lobo

Ásana é a técnica corporal que, para muita gente, melhor estereotipa o Yôga. Isso ocorre devido ao fato consagrado de que, dentre todas as demais técnicas do Yôga, a única fotografável, filmável e demonstrável em público é o ásana. Você poderia fotografar yôganidrá (descontração), filmar pránáyáma (respiração), ou demonstrar mudará (gesto de mãos), mas não teria muita graça para o público leigo, a menos que fossem combinados com os ásanas. Assim, este acabou sendo o mais conhecido.

Ásana é técnica corporal, mas não exclusivamente corporal. Não tem nada a ver com ginástica, nem com Educação Física. As origens são diferentes, as propostas são diferentes e a metodologia é diferente.

Por isso, em Yôga não precisamos de muita coisa que são fundamentais na Educação Física como, por exemplo, o aquecimento muscular.

Porém, não é qualquer posição que é considerada um ásana, para ser ásana, deve obedecer três fatores:

1- Procedimento orgânico (posição)

Ela deve ser estável, confortável e estética.

2- Respiração

Precisa ser consciente, profunda e ritmada

3- Atitude interior

A consciência deve estar localizada no corpo, com mentalizações e principalmente, deve ter muito bháva (profundo sentimento)

A foto representada pela Personal Yôga Leilane, é ou não é um ásana?

@leilanelobo

leilanelobo@gmail.com

 





O que é Yôga

yôga

Por Leilane Lobo

Para iniciar essa coluna sobre Yôga, vamos entender um pouco do que é essa filosofia surgida na Índia, há mais de 5.000 anos.

Yôga é um termo em sânscrito que significa união. Trata-se de um substantivo masculino e deve ser sempre pronunciado com o “ô” fechado. De acordo com o historiador Mircea Eliade, em seu livro Yôga, imortalidade e liberdade, a palavra yôga “deriva da raiz yuj, ligar, manter unido, atrelar, etc.

Yôga significa, além de união, integração, integridade.

Exemplos de como a prática pode atuar no praticante:

– Integração do praticante consigo mesmo
Praticando as técnicas do Yôga, nos tornamos mais conscientes de nós mesmos. Desenvolvemos a habilidade de integrar todos os nossos veículos de manifestação. Trabalhamos e aperfeiçoamos não somente nosso corpo físico denso e suas energias mais sutis, mas também nossas emoções e pensamentos. Depois vamos além disso.

– Integração do praticante com os outros indivíduos
Criamos espontaneamente uma identificação e empatia para com todas as demais pessoas ao nosso redor. O praticante de Yôga se torna uma pessoa intensamente envolvida com questões familiares, sociais e políticas. Manifesta firmemente suas convicções e opiniões. Jamais se deixa alienar ou se omite. O Yôgin participa e atua decididamente naquilo em que acredita.

– Integração do praticante para com a natureza como um todo
Sentimos surgir com a prática uma imensa preocupação com o meio ambiente e a natureza como um todo ganha valor e passa a ser mais respeitada. Assim, nos sensibilizamos com as questões da ecologia, direto dos animais etc.

– Integração da consciência
O  Yôga produz a união da consciência individual com a consciência cósmica. A união do microcosmos com o macrocosmos. Esse estado de consciência é denominado samádhi e designa um estado hiperconsciência, de mega-lucidez, que só o Yôga proporciona.

@leilanelobo

leilanelobo@gmail.com