Karla Lavado

Síndrome do piriforme

agachamento

Por Karla Lavado, Fisioterapeuta.

Olá Galera. O tema de hoje é sobre síndrome do piriforme, é muitoooo dolorosa! E ultimamente tenho visto muitos casos, em pessoas que malham muito os glúteos, principalmente nós mulheres. Afinal quem não quer ter um bumbum sarado. Levanta mão quem não quer. Ninguém né!! Nem eu !!! Então vamos lá!!!

 

Síndrome do Piriforme

O piriforme é um músculo pequeno em formato de uma pêra, localizado na parte póstero-superior da pelve e na parte posterior da coxa. Essa síndrome ocorre quando o nervo ciático, que tem ali, parte do seu trajeto, fica comprimido, ou seja, um encarceramento por esse músculo. Sua dor é intensa e pode aparecer como se fosse uma queimação, formigamento, parestesia, e pode ocorrer no cóccix, quadril, glúteo, virilha, coxa ou parte distal da perna( irradiação nessa região) e ocorre devido a um déficit do aporte sanguíneo no local, espasmo ou tensão da região em determinadas posturas. Há uma piora quando a pessoa, sobe ou desce escada, caminha, levanta rapidamente depois de muito tempo sentada e quando pára repentinamente durante uma caminhada. Alguns sinais clínicos observados são: traumas na região sacro-ilíaca e glútea, dor nesse mesmo local e também aonde o ciático está encarcerado pelo piriforme e descendo até a coxa, daí o diagnóstico não ser muito preciso no começo, já que os sintomas são muito parecidos com os da lombociatalgia. Por isso, a importância de ter diagnósticos diferenciais de bursite, lombalgias, tendinites dos flexores da coxa e ciatalgia.

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Os fatores desencadeantes podem ser descritos como aumento do volume e da consistência do glúteo, exercícios excessivos da musculatura glútea, associação da inflamação e espasmo desse músculo com traumas ou infecção, anomalias anatômicas e hematoma calcificado após uma contusão local. Alguns esportes podem estar associados tais como futebol, corrida, tênis,mas o maior causador do aparecimento da síndrome é a malhação excessiva pelo sexo feminino com o objetivo de ter o bumbum perfeito (bom qual a mulher que não quer?? eu querooo) mas infelizmente o excesso de carga acaba favorecendo a sídrome e também lesões dos ¨hamstrings¨ que são os músculos posteriores da coxa e sem contar que a compressão do ciático pode causar uma neurite, inflamação do nervo. Só que isso não justifica parar de malhar essa região, pois é uma patologia não muito comum, apenas ter somente algumas prevenções, como alongar os glúteos constantemente, não exagerar na carga. Por isso, é importante o acompanhamento do profissional de educação física, para orientar qual carga e como executar o movimento de maneira correta. Em qualquer caso de dor procurar um médico especialista em quadril e depois um fisioterapeuta para realizar o tratamento adequado e obter orientações preventivas para que não ocorra reincindiva do quadro, ou seja, para não voltar. Muitas pessoas acabam não procurando a fisioterapia com medo de serem afastados ou de seus esportes ou dos seus treinos na academia, mas é justamente o contrário, tendo um auxílio desse profissional fará com que vocês não precisem parar suas atividades, a não ser em casos agudos em que o repouso se faz necessário para que não haja a piora do quadro de dor.

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O tratamento clínico consiste a princípio de analgésicos e antiinflamatórios e em casos de piora utiliza- se técnicas de infiltração e até mesmo botox nessa região, mas isso somente um médico especialista que poderá avalias, diagnosticar e traçar a conduta adequada. A fisioterapia utlizará eletroterapia, aparelhos de atuação analgésica e antinflamatória, alongamento da musculatura, liberação miofascial, fortalecimento dos demais músculos dos menbros inferiores, já que essa síndrome causa desequilíbrio na pelve, dentre outros dependendo do grau da lesão.

Então gente em casos de aparecimento de qualquer um desses sinais e sintomas procurem logo um ortopedista e um fisioterapeuta, porque quanto antes dectado o problema e os tratamentos realizados, menos vocês ficarão fora dos seus treinos!!!

Beijos da fisio Karla Lavado.

www.karlalavado.com





Lesões em corridas

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Pela Fisioterapeuta Karla Lavado

As lesões em corridas têm sido um dos vários diagnósticos que tenho tratado ao longo desses dezesseis ano de formada. Uma das coisas que observei, que o corredor/a somente procura um tratamento fisioterapêutico quando o quadro e dor e incapacidade funcional já estão instalados.

Com isso, a fisioterapeuta, no caso essa que vos fala, fica doida, de cabelo em pé, para realizar o melhor tratamento, o correto a fim de que retornem o mais breve possível as seus treinos e provas. E o mais interessante é ouvir da maioria a seguinte frase: ” KARLA VOCÊ NAO ESTÁ ENTENDENDO, A CORRIDA É MEU VÍCIO, MINHA ENDORFINA, PRECISO VOLTAR LOGO E ALÉM DO MAIS ESTOU ENGORDANDO.” E como profissional que ama o que faz e que se compromete de corpo e alma com seus pacientes, sempre expliquei quais eram as lesões mais comuns, como ocorrem e porque , suas prevenções e tratamento.

As lesões podem estar relacionadas as características do próprio corredor, tais como, anatomia e biomecânica, alimentação, parte hormonal (principalmente em mulheres), nível de fadiga e estresse, hidratação, que é de suma importância. Assim como existem também aqueles relacionados ao treinamento: a pisada correta, volume, intensidade, periodização, tipo de superfície e equipamentos. Daí a importância de procurar um professor de educação física para avaliação e traçar uma planilha adequada .

Síndrome da banda iliotibial: Inflamação causada pelo atrito dessa banda com a lateral do fêmur. São aquelas dores que se instalam na parte de fora do joelho.

Canelites: Inflamação no tecido que recobre a tíbia. A dor aparece ao longo da parte da frente da perna.

Fascite Plantar: Tecido que recobre a musculatura e grupamentos musculares, une o calcanhar aos dedos e protege os osso do pé. Sua inflamação  causa dores localizadas na sola e variam de acordo com a instensidade do processo inflamatório, alguns relatam como se fosse uma queimação.

Tendinite do tendão de Aquiles: Inflamação nesse importante tendão que liga o músculo da panturrilha ao calcanhar. Sua dor pode irradia para o calcanhar.

Fraturas por estresse ou microfraturas: Localizadas nos pés, tíbia e fêmur. Sua causa é o desgaste ósseo devido a intensa sobrecarga nas regiões afetadas.

Distensão Muscular: Rompimento das fibras musculares, ocorre principalmete na panturrilha e coxa. A dor na região é bem intensa , impossibilitando muitas vezes a realização da marcha.

Condromalácia patelar: É o desgaste da borda inferior na patela. A dor localiza-se na parte debaixo do joelho. Lesão muito comum em praticantes de corridas e outros esportes de impacto.

Lesões de meniscos: São estruturas que ficam dentro do joelho, entre o fêmur e a tíbia e são responsáveis na absorção do impacto dos membros inferiores com o solo e proteger a cartilagem. Os sintomas são dores na região, sensação de fraqueza nas pernas, dificuldade de apoiar o pé no chão, limitação na realização dos movimentos de flexão e extensão e nos casos mais graves, bloqueio da articulação.

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Dor no quadril: Causada pela tendinite do glúteo médio que é um músculo do quadril responsável pelo movimento de abrir e fechar a perna, pela realização da marcha e principal estabilizador da bacia, evitando seus movimentos para frente e para trás. é extremamente sobrecarregado pelas corridas e acaba sendo a dor mais comum dessa articulação.

Essas são as lesões que vejo mais comumente e são causadas na sua maioria por uso de calçado errado, falta de avaliação com profissionais especializados, excesso de treino dentre vários outros. Daí a importância de uma assessoria multidisciplinar que envolve profissionais como médicos, fisioterapeutas, educadores físicos e nutricionistas.

E o mais interessante para mim nisso tudo, é que de tanto tratar sobre esse assunto e pesquisar sobre ele, hoje sou uma corredora iniciante APAIXONADA PELA MODALIDADE,  e podendo constatar na prática e na vivência tudo isso que acabei de escrever para vocês.

Hoje entendo perfeitamente todos os meus paciente corredores, porque realmente é um vício maravilhoso, que nos permite conhecer pessoas super bacanas, com a mesma vibe, mudar nossa alimentação e para melhor claro. Nunca pensei na minha vida acordar super cedo num domingo para estar oito horas da manhã participando de uma prova. Mas digo a vocês que está valendo muito a pena porque além da melhora na minha qualidade de vida ( que me ajudou também nos treinos de Muay Thai ) pude me colocar mais no lugar dos meus pacientes que para mim é fundamental para nos tornamos cada vez mais humanos e menos frios. Pois cada um de vocês tem um histórico de vida por detrás dessas lesões.

E por isso que digo a vocês não façam treinos e provas sem auxílio e ao sinal de qualquer dor ou incômodo procurem logo um especialista na área, pois a prevenção é uma arma poderosa contra o aparecimento dessas lesões fazendo com que vocês não parem de correr.

Agora a pergunta será que eu fiz tudo isso???? Resposta para próxima !!!!

Até qualquer dia desses !! QUEM SABE ENCONTRO VOCÊS NUMA PROVA!!!

Beijos da Fisio Karla Lavado.

Time VCE

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